SEJA BEM VINDA(O)

 

Possuir um grande amor não é privilégio de poucas pessoas. Todo mundo tem a sua metade, que irá seu caminho em um determinado momento da vida. Essa pessoa especial é o ser que nos completa, que desperta em nós  o sentimento de amor profundo, totalmente puro e desinteressado, ou seja, o amor verdadeiro.

Se você está lendo essas palavras siginifica que já encontrou seu grande amor, porém por razãoes inesperadas essa pessoa não está ao seu lado.

Com a amarração amorosa você vai aprender e descobrir como fazer para reconquistar a pessoa desejada.

Na amarração amorosa existe um ritmo para que tudo aconteça, e a paciência é necessário. A pessoa amarrada vai ter sensações, sonhos, lembranças e sentir falta e quem encomendou o trabalho.

Além de aprender sobre amarração amorosa, você vai aprender também algumas magias para melhorar ainda mais seu relacionamento (quando a pessoa que vc ama estiver ao seu lado) e como fazer para consertar algumas coisas que talvez não estejam se encaixando perfeitamente.

 

Altar em casa

Ter um altar é perfeito para uma ligação incrível com os assuntos espirituais. Confira:

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ONDE FAZER

Escolha um local tranquilo, onde não haja muito vaivém de estranhos para evitar possível olho gordo. Mas, também, deve ser um lugar que fique livre para pessoas queridas se aproximarem.

Deve estar sempre limpo e arrumado.

O QUE COLOCAR

Forre o altar com uma toalha branca, pois essa cor representa a pureza e a harmonia. Em seguida, coloque objetos de que mais gosta. É importante ter materiais que representem os

quatro elementos da natureza – Fogo,Terra, Ar e Água:

  •  Fogo: coloque velas de acordo com os pedidos ou agradecimentos a serem feitos. (Amarela: inteligência – Verde: boas energias e saúde – Rosa: amor – Lilász intuição – Dourada: equilíbrio e paz – Azul: calma e felicidade – Vermelha: paixão – Branca: paz).
  • Terra: vasos com flores, ervas ou até mesmo cristais dão aquela força para que os pedidos feitos se tornem reais e atraem muito sucesso na coisas materiais. Também proporcionam mais beleza ao seu altar.
  •  Ar: os incensos ajudam a elevar pensamentos e a desenrolar ideias. Use-os para atrair as energias certas de acordo com o que está desejando. Acenda um com seu aroma favorito sempre que quiser limpar o ambiente.
  •  Água: um copo de água pura, que deve ser trocada todos os dias, é ideal para representar esse elemento. Simboliza as emoções, o amor e também faz uma ligação direta com que se quer muito.
  • Imagens: a partir das suas crenças, podem ser colocadas diversas imagens em seu altar: anjos, santos, orixás, divindades, mestres… É liberado usar até mesmo fotos de pessoas queridas para receberem proteção.

A Umbanda é Universalista

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Os espíritos trabalhadores na linha de Umbanda, designados de pretos velhos, nos repassam constantemente uma lógica que infelizmente, nós encarnados ainda estamos demorando em aplicar. Dizem eles, com sua maneira peculiar e simples de expressão, que no “mundo dos mortos” não existe raça, cor ou credo que diferencie as almas ou crie fronteiras, o que existe é o homem de bem e o homem que desaprendeu de ser bom. Baseado nisso, nos falam das lágrimas que insistem em cair de seus olhos, pela arrogância dos homens e de suas religiões que acabam se distanciando de Deus, pela pretensão de se adonar d’Ele, impondo a “sua” verdade. As religiões ou os credos em geral, ainda existem por necessidade de nossos espíritos que se diferenciam na escala evolutiva, encontrando dentro de cada uma delas a melhor adaptação de “religar-se” ao Criador. O que fica desvalorizado aos olhos da Espiritualidade Superior é o combate que se trava entre os homens por questões religiosas como se vivessem em eterna disputa, chegando ao absurdo das ditas “guerras santas”. Como nos traduz o espírito Ramatis, “o rótulo religioso não passa de uma experiência transitória em determinada época do curso ascensional do espírito eterno.”

Também nos dizem os bons espíritos, que o homem erra mais por ignorância do que por maldade, talvez por isso ao cessar os tempos inquisitórios, jorram do mais alto através de vários canais mediúnicos e por todos os cantos do planeta, muita informação vinda do Alto nos forçando à evolução. E se hoje, por força do ambiente energético denso da Terra não é mais possível a descida de Avatares entre nós, a bondade divina nos presenteia com Allan Kardec, com Zélio Fernandino de Moraes, com Francisco Cândido Xavier, além de outros espíritos iluminados, para retirar dos nossos olhos, o véu de Isis. Mostrando de novo a humanidade terrena, àquilo que havia sido roubado pelo interesse das religiões manipuladores, provam a imortalidade da alma, a existência do mundo espiritual e a lei da reencarnação. Abrindo novos horizontes através do concurso da mediunidade, que além de instruir promove o socorro dos que ainda no além túmulo, ignoram sua condição de espíritos imortais ou se aproveitam disso para dar continuidade às práticas anti-fraternas de quando encarnados. O Espiritismo chegou para esclarecer e caridosamente auxiliar. A Umbanda e sua magia branca vêm neutralizar as forças trevosas que insistem em conquistar a humanidade através da manipulação negativa dos elementos.

Na religião Umbanda, embora todo o ritual e simbologia usados, têm a parte filosófica, científica e doutrinária, como no Espiritismo. Enquanto a Umbanda é mais ação, a Doutrina dos Espíritos é totalmente mentalista, mas ambas promovem e priorizam a reforma íntima dos seres, ensinando o bem viver para melhor morrer.

Ambas foram inseridas no contexto do planeta num momento de extrema necessidade da humanidade, onde urge a higienização dos ambientes etéricos e astrais do planeta azul, na separação do joio e do trigo.

Diante deste contexto, respeitando os preceitos e linhas de pensamento de cada uma, é inconcebível que possa haver entre estas duas linhas – Espíritismo e Umbanda – qualquer espécie de antagonismo ou preconceito. Inconcebível a intolerância com a fé alheia no homem moderno pertencente a qualquer religião, uma vez que se supõe, seja ele pensante e bem informado. Principalmente nas linhas que se dizem cristãs, o exemplo do Mestre Jesus nos prova a todo instante que só existe um caminho, uma verdade e uma vida. Por enquanto a humanidade percorre vários caminhos em busca dessa verdade, mas chegará o dia em que o Universalismo será pleno, então haverá um só rebanho para um só pastor.

E como acontece no “andar de cima”, formaremos uma única corrente de trabalho, auxiliando a quem necessita, mostrando que a ferramenta mediunidade tem um só objetivo: – A Caridade! Fora isso, tudo o mais fica por conta de nosso Ego.

CICLO DOS TOTENS E TABUS

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É outro ciclo ao mesmo tempo nacional e universal.

O ciclo dos totens e tabus é uma necessidade imposta pela ciência moderna a que o afro-brasileiro não se poderá furtar, embora cingido a definições rudimentares.

Totem – animal, vegetal, mineral, corpo celeste ou sideral, fenômeno atmosférico, lugar havido como sinal, emblema, ascendente, protetor, defensor símbolo da tribo, da família, da comunidade.

Tabu – animal, vegetal, mineral, ídolo divino ou sagrado que não se pode intrujar ou tocar sob pena de grandes castigos.

No afro-brasileiro especialmente, em se tratando de ciclopes, os totens estão quase sempre à descoberta.

O catolicismo nos oferece exemplos admiráveis da transferência de totem a tabu e, como ele, o fetichismo afro-negro e a mitologia ameríndia, (antes de expormos os exemplos, convém assinalar que muitos dos nossos intelectuais e que primeiro trataram desse assunto no Brasil, estabeleceram que no catolicismo, no fetichismo e na mitologia ameríndia, totem corresponde a santo e tabu a Deus. lsso, porém, reflete a ideia primeira de totem e tabu).

No dia de São Lázaro – elevado a tabu – era usual no Ceará, os juízes da festa oferecerem um banquete aos cães da vizinhança.

Na Bahia, no dia de Oxum-Maré, o arco-íris, Oxum, a deusa das águas que usa saia de palhas secas de bananeiras, é totem. Oxum é totem em relação a qualquer dos grandes orixás, a exemplo de Obatalá, Xangô e Ifá, mas qualquer deles não é totem em relação a Obaluaiê, o Deus protetor da África e nem em relação a Olorum, o Deus do Universo, que não desce a intervir em coisas terrenas. Boi-açu, de MbeoI-açu (cobra grande), nome por que é conhecida no Amazonas a constelação do Serpentário, é um totem em relação a Jaci-tatá, a lua de fogo ou Vênus, por sua vez também um totem em relação a Tupã.

Admitimos que todo totem seja um protegido por tabu. De fato, o afro-brasileiro não se deve preocupar, especialmente tratando-se de mitologia ameríndia, por já se haver e mesma perdido muito nesse terreno com o desaparecimento ou com a dispersão das tribos que tinham tais ou quais animais por totens, consagrados a quais ou tais tabus.

Numa mesma peça fetichista podem existir um totem e um tabu, não sendo este protetor daquele. A argúcia do folclorista, entretanto, não se prende a descobrir o culto, mas, em limitar-se ao claro, tendo o cuidado de observar:

  1. a) não deduzir qual seja o totem, se a peça não o apresenta a descoberto ou com um outro nome;
  2. b) salientar todo e qualquer totem que figura na mesma peça, para precisar o totem real.

Seria muito conveniente que os novos folcloristas identificassem os totens das atuais tribos ameríndias, pois são pouco conhecidos: o veado e a arara para os bororós, a lua para os nac-nanuk (Bahia e Minas Gerais), a arara para os camacãs (Bahia), o carcará para os guaicurus, a onça pintada para os bochiris, a ema para os xerentes, o jacu (burruteengo), para os canelas finas do Maranhão, a formiga para os mcuhis do Rio Negro (Amazonas), a lagarta (toricoco) para os cajarás do Araguaia e alguns outros, inclusive o boto-vermelho (tucuchy), o jacaré para uma parte das tribos amazônicas.

Os astros e constelações ora são totens, ora tabus, e têm nomes gerais no Amazonas e em particular em cada tribo.

O ciclo dos totens e tabus, por tais motivos, subdivide-se em dois sub-ciclos de alto interesse científicos:

1º) dos curandeiros; 2º)dos feiticeiros.

NIRONGA

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Havia lá em Angola uma moça muito bonita e que era bem feliz.

Todas as tardes, entrava pela porta de sua cubata uma borboleta azul que a encantava. Ela virava borboleta e juntas, saíam passeando. Ele se chamava Quibamba e ela Nironga.

Aconteceu que houve uma grande guerra entre as nações e a dela perdeu. Então o povo todo começou a juntar-se para quando chegassem os vencedores, um escravo fosse entregue, pois era o costume daqueles tempos. Vinha gente de todas as partes, resignada com o destino, mas só Nironga não aparecia e nem ninguém se lembrava deia e nem de Guibamba.

Quando os vencedores apontaram no alto da montanha, os vencidos estremeceram e perderam os sentidos. E num instante todos viraram borboletas e levantaram voo, numa nuvem grande, escura, que logo desapareceu daquelas paragens. Os vencedores não acharam ninguém. Voltaram para suas terras fazendo uma grande caminhada, tristes da vida por tanto sacrifício perdido, pois nem um escravo tinham para vender aos pombeiros.

A nuvem de borboletas abriu-se e cercou a cidade em que eles se lastimavam de tanta penúria depois de uma guerra tão sem fruto. De um instante para outro, todas as borboletas viraram soldados sob o comando de Nironga. Os inimigos não puderam resistir e entregaram-se.

A lenda de Nironga é naturalmente um episodio guerreiro de tribos africanas.

É Nironga o segredo da força inconsciente já tomada consciente e combatente. Sua vitória é a da razão contra os instintos; do sábio, do mago, do mestre, contra a ignorância, a malvadez, o interesse pelas causas que degradam a humanidade. É também, o castigo sobre o que viveu de ser verdugo: sofrer a mesma pena que impôs aos outros.

GONGA

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Gonga foi um homem a quem Olorum e Exu ensinaram todos os segredos do mundo para que pudessem fazer o bem e o mal que entendesse.

Quando Gonça soube fazer ibá’, efifá, malamba e tudo, os cambindos se reuniram e lhe disseram:

– De hoje por diante você se chama Gonga

Gonga curvou-se agradecido diante do peji, mas ouviu Obatalá, Xangô e Ifam dizerem-lhe que deveria, por isso, fazer uma festa grande, mas sem comidas frias e nem cruas.

Como ninguém soubesse fazer fogo para cozinhar as comidas, foi à encruzilhada esperar por Exu, para saber dele o segredo de como fazer o fogo. Ficou um dia e uma noite, a cabeça dentro das mãos, até que por fim ouviu as macaias estalando e uns psíus chamando por ele. Gonga ficou espavorido procurando ver de onde partiam os chamados, mas nada conseguia. Parecia até arte de GUNOCÔ, pensou. Mais um dia e uma noite perdidos. No terceiro dia, finalmente observou que eram as árvores que se mexiam e rangiam seus galhos, bolindo com ele e caçoando porque não conseguia fazer fogo, já que elas mesmas iam queimando-se. Gonga, mais que depressa chamou por Xangô, pedindo que lhe valesse. E logo chegou uma chuva de raios decepando algumas árvores.

Gonga, valendo-se do auxílio pedido a Xangô, aproveitou-se das árvores encandecidas pelos raios e soube preparar o fogo desejada E daí, iniciou o preparo para os quitutes da festa que deveria dar por ordem dos orixás.

TUTU-MORINGA

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Estamos diante de mais um angolês, isto é, de mais um tutu afro-negro que se despe dos farrapos que os africanistas lhe deram e vem rir-se da confusão que estabeleceu na mítica brasileira. Esse tem história, ou antes, fez do Brasil o teatro de sua historia de Angola. Anda à procura dos filhos, que os portugueses roubaram e trouxeram para cá. Não tendo pouso certo, mora nos matos, daí, o ser chamado de “bicho do mato”. É velho e tem o corpo em formato de moringa. Assemelha-se a um bêbado quando caminha. E sua fala semelhante ao ruído da água saindo do gargalo de uma bilha, se faz rouca.

Supondo ser os filhos que procura, furta as crianças e foge para o mato, sem que o alcancem.  Vendo-se logrado, vinga-se. Estraçalha as crianças com as unhas e come-as sem deixar vestígios dos ossos.

O ronco do Tutu-Moringa bastou para que Vale Cabral sem o citar fizesse os tutus da Bahia, “corporificados” no caitetu. Grossa e deslavada similitude, como se roncar não fosse de aplicação muito nata em nossa linguagem. Senão observemos: roncam o mar, o trovão, a cachoeira, o que dorme, o atacado de coração, enfim, roncar é ressonar, rugir, bravatear e tantas coisas mais, e até mentir “com autoridade”.

Tutu-Moringa é um grito de angústãa de uma raça escravizada, uma página que se desgraça de seu subciclo dos tutus para o ciclo de Pai João, pois tanto pode ser considerado em Angola como no Brasil.

Ninguém sabe onde Tutu-Moringa nasceu, nem de que terra veio. Mas o bisavô de seu avô dizia que ele morava já nos matos e que sempre andou à procura dos filhinhos que foram roubados e trazidos para cá. Também a tetravó de sua avó, que era uma sabichona e até fazia versos, contava que todas as noites, Tutu, com o corpo de moringa, andava de casa em casa roubando os meninos que não dormiam, pois as falas das crianças são muito parecidas com as de seus filhinhos. E assim, Tutu-Moringa comeu í gente que não foi brinquedo e meteu medo que não foi graça.

Os antigos sabiam da história e se recolhiam cedo para não serem comidos também, pois, pelo tempo, os filhes de Tutu-Moringa já deviam estar velhos e barbados, mas ele, na aflição de achar os filhos pensava que ainda fossem pequenininhos como no dia em que foram roubados.

Talvez, Tutu-Moringa não tenha mais razão de ser. Seu mito se enquadra bem no ciclo de Pai João.

Era comum ao aparecimento de Tutu-Moringa, entoar-se a canção:

“Vá embora Tutu-Moringa,

A toda pressa,

Pela restinga.

Corre ligeiro, vá ligeiro

Tutu-Moringa,

A toda pressa.

Seus filhinhos vão agora

Embarcados num veleiro.

Vá embora.”